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Ser mãe: receita de Saúde e jovialidade
Onete Ramos Santiago*
Já se escutou muito: "Agora você é mãe! Não pode ser criança, tem que crescer" e outras coisas do gênero. As mães antigas (mais cobradas socialmente) levavam isto a ferro e fogo e se "assenhoreavam".
Mas, se é verdade que nossa responsabilidade aumenta (e muito) quando nossos filhos chegam e dependem durante um longo período totalmente de nós, também é verdade que a maternidade é uma fonte de cura que a mulher pode usar a seu favor, se está mais consciente disto. Uma jovem que acompanhei em sua depressão e angústia, por exemplo, quando se tornou mãe se transformou numa moça sadia, batalhadora e alegre pelas coisas de seu filho e eu mesma, quando meus filhos eram pequenos, intuitivamente sentia que não podia ficar triste, não podia adoecer e não adoecia mesmo.
A maternidade e os filhos são fortes estimulantes da mente, da saúde e jovialidade femininas. A Ciência nos traz que na gestação, o estrogênio, por exemplo, fica cem vezes mais potente, o que melhora pele e cabelo, ao mesmo tempo em que favorece a aquisição do aprendizado. A ocitocina, por sua vez, ao ativar a produção do leite materno, faz diminuir angústias, favorecendo a calma necessária para as múltiplas tarefas simultâneas que a criança solicita da mãe. Sabe-se, hoje, que o cérebro requisitado se obriga ao desenvolvimento de novas conexões. Quanto mais "ginástica mental" fizermos mais nosso cérebro se reforça para corresponder ao esperado. E isto a nível físico e emocional. Uma mulher com fobia de dirigir dá este depoimento: "Não dirigia há muito tempo, mas, quando meu filho nasceu, a dificuldade e necessidade me fez superar o medo; procurei tratamento psicológico e uma escola e, hoje, já dirijo".
Percebo também que mulheres com problemas em seu casamento aprendem a não dar tanta importância a picuinhas. O cérebro como que "esquece" bobagens na energização para aquela relação mais vital.
Uma outra moça, mãe de dois filhos, um adolescente e outro pré, fala assim: "Fiquei mais de bem comigo mesma e mais bonita depois que me tornei mãe. O fato de amá-los tanto, me fez descobrir que também podia gostar mais de mim mesma e podia me cuidar melhor. Comecei a me alimentar saudavelmente, deixei de fumar, cuido bem de minha saúde, passei a ler mais e a me informar sobre o mundo; para mim e para eles. Estou mais jovem hoje do que há quinze anos atrás. Vivo plenamente".
Percebo também que as mulheres ficam mais atualizadas em desenvolvimento infantil, se interessam pela Medicina Pediátrica, pela Educação, por filmes e histórias infantis. Com os filhos adolescentes, elas se obrigam a conhecer as novidades da Computação, das músicas e do que "rola" por aí em modismos e comportamentos juvenis.Enfim, cérebro de mãe é cérebro endorfinado, serotonizado, motivado para a vida e pela vida.
Um abração às mães, neste mês, socialmente dito, Mês das Mães.
Psicóloga e Palestrante
onetepsicologia@ig.com.br
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