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A paixão e o chocolate

Não é possível negar que quando alguém se apaixona seu organismo é atacado por varias substâncias, dentre elas a feniletilamina. Ela é uma molécula natural semelhante à anfetamina e suspeita-se que sua produção no cérebro possa ser desencadeada por eventos tão simples como uma troca de olhares ou um aperto de mãos.
Normalmente o cérebro de uma pessoa apaixonada contém grandes quantidades de feniletilamina, e que esta substância poderia responder, em grande parte, pelas sensações e modificações fisiológicas que experimentamos quando estamos apaixonados. E se o chocolate

A feniletilamina existe em altos níveis no chocolate, o que fez com que alguns cientistas procurassem dar explicações racionais para esclarecer o por que as pessoas compram chocolates para suas amadas.

Está aí a razão dos apaixonados oferecerem chocolates, juntamente com um buquê de flores para as mulheres de seus sonhos. Talvez não seja uma mera coincidência que as flores e o chocolate façam parte das conquistas amorosas em todo o mundo.
O chocolate sempre teve uma reputação de afrodisíaco, tanto que, nos conventos da Idade Média, as freiras eram proibidas de comer chocolate, mas a proibição não se estendia aos padres. O que mostra que na história até o chocolate tem lugar. Porém a feniletilamina no chocolate se degrada muito rapidamente, de modo que vai ser preciso comer muito chocolate para que se observe algum efeito. E haja gordura!

O chocolate

Os Maias, e posteriormente os Astecas, acreditavam que o cacau era o alimento dos deuses. Eles torravam os caroços do cacau e então o esmagavam para transformar em pasta. Essa pasta era misturada com temperos, pimenta e aromatizantes, diluída com água, e então bebida ou usada para fazer bolos. Eles usavam o chocolate para obter vigor e força durante as cerimônias religiosas e como afrodisíaco.

Freiras cristãs em missão na América Central acreditavam que os poderes diabólicos do chocolate eram devidos à pimenta e temperos, então elas os substituíram por baunilha, açúcar e creme com resultados deliciosos.

Por volta de 1660, as casas de chocolate estavam em voga na Grã Bretanha e a bebida era popular nos círculos da corte francesa. Numa carta datada de 11 de Fevereiro de 1671, a Marquesa de Sevgine aconselhou sua filha a beber chocolate caso não tivesse dormido ou não estivesse sentindo-se bem. Quando depois a sua filha ficou grávida, ela culpou o chocolate porque a Marquesa de Coetlogon, que ficou famosa por beber quantidades exageradas de chocolate durante a gravidez, deu a luz a um bebê negro. (A cor da pele do bebê foi atribuída ao chocolate e não ao jovem escravo africano que servia a bebida.)

A feniletilamina, que é estimulante e anti-depressivo similar, em composição e ação, à epineprina e anfetaminas. Isso explica porque o chocolate tem características viciantes e de elevação do humor.

Feniletilamina é fabricada em nosso cérebro da tirosina, um elemento de proteína. Níveis de feniletilamina e seus metabólicos são geralmente baixos nos fluidos biológicos de pessoas com depressão. O comportamento das pessoas com depressão de procurar por chocolate pode ser uma forma inconsciente de auto-medicação.

Agora podemos entender melhor porque o chocolate pode causar efeitos estrondosos no nosso corpo. E também porque ele está ligado diretamente à paixão. Quando você sente que está precisando de chocolate, ou mesmo de amor, carregue seus organismo de feniletilamina. Cientificamente provado que é necessário ao bem-estar do ser humano.

Fontes:
www.cesex.org.br
www.copacabanarunners.net

 

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