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Calçados inadequados causam problemas de saúde em mulheres

Em nome da moda e beleza, as mulheres escolhem calçados inadequados e conquistam calos, joanetes, problemas na coluna, deformidade do antepé, entre vários outros problemas. Por isso, é extremamente importante saber escolher um calçado na hora da compra. Segundo Cibele Ressio, mestre em Ortopedia e Traumatologia e especialista em medicina e cirurgia do pé, 90 % das deformidades do antepé (a ponta dos pés) são caudadas por uso de calçados inadequados: apertados, menores do que os pés ou de salto muito alto. “Quando usamos calçados corretos evitamos estas deformidades, que vão desde dedos em garra a joanetes”, garantiu Ressio.

Em primeiro lugar, a especialista ressalta a importância de ter muito cuidado ao escolher os sapatos. “Eles devem estar absolutamente confortáveis na hora da compra, não devemos supor que vai lassear. Devemos medir, mensurar os pés freqüentemente, pois após os 20 anos 90% das pessoas aumentam até dois pontos o número do calçado. Devemos deixar uma polpa digital de folga entre o último dedo e a ponta do calçado, pois os dedos necessitam deste espaço para a movimentação durante o caminhar”, afirmou Ressio.
  
Um dos problemas que as mulheres enfrentam ao escolher sapatos inadequados são dores nos pés e nas pernas.  “A saúde dos pés é primordial para o restante do corpo, ninguém consegue ficar de bom humor com dor no pé”, afirmou.

Salto alto, o grande vilão da saúde

Cibele Ressio realiza atividades assistenciais e científicas no setor, e é a responsável pelo serviço de Baropodometria Computadorizada da Escola Paulista de Medicina (UNIFESP-EPM). Em seus estudos ficou comprovado que o uso constante de sapatos de salto alto causa problemas de coluna.  “Sapatos de salto alto, com uso crônico, encurtam a musculatura ísquio tibial, isto é, a musculatura posterior da perna que vai até a coluna lombar, causando dor na região lombar”, afirmou a especialista, que confirmou que o salto alto é realmente o grande vilão.

 “Infelizmente sim, o salto é péssimo ao pé. Ele aumenta a pressão plantar sobre o dedão e o segundo dedo, deformando estas articulações, encurta a musculatura posterior da perna, aumenta a incidência de entorses e fraturas de tornozelo e pé, pois aumenta o desequilíbrio e diminui a velocidade do passo, fazendo com que a pessoa utilize mais energia para desenvolver uma distância”, explicou Réssio. “Há muitos registros de fraturas após quedas por causa de desequilíbrio de salto alto, ou escorregões”, afirmou.  Segundo a especialista, não é a altura do salto isoladamente que importa. O ideal é “que o pé fique paralelo ao solo, ou levemente inclinado, no máximo, com a diferença entre o salto e a plataforma do antepé de 3 cm”.

Outro item importante que deve ser observado é a ventilação dos calçados. “Com pouca ventilação, a pele sofre, o ambiente fica muito úmido, propício para o desenvolvimento de fungos e bactérias”, finalizou Réssio.

Sobre a especilista

Cibele Réssio é formada pela Universidade São Francisco no ano de 1991, fez residência Médica em Ortopedia e Traumatologia na UNIFESP - Escola Paulista de Medicina, obteve o título de Especialista em Ortopedia e Traumatologia pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e complementou sua formação tendo realizado Residência Médica em Medicina e Cirurgia do Pé (R4) na Escola Paulista de Medicina no ano de 1996, obtendo o título de Especialista em Medicina e Cirurgia do Pé. Realiza atividades assistenciais e científicas no setor, sendo a responsável pelo serviço de Baropodometria Computadorizada-Unifesp-EPM, é chefe de Equipe de Emergência no Pronto Socorro de Ortopedia e Traumatologia do Hospital São Paulo da Escola Paulista de Medicina e mestre em Ortopedia e Traumatologia pela UNIFESP-EPM.

Fonte:
Atitude Assessoria em Comunicação
anne@atitudecom.com.br
www.atitudecom.com.br

 

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